sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Você conhece Belford Roxo?

 Um município por vezes desconhecido até mesmo para seus moradores. Você conhece a história de Belford Roxo? Por que ele tem esse nome?

O atual território já foi habitado pelos índios Jacutingas ( o nome do bairro de Nova Iguaçu com esse nome também não é coincidência). Alguns anos após a expulsão dos franceses, o Governador do Rio de Janeiro, Cristóvão de Barros, concede ao Capitão Belchior de Azeredo uma sesmaria às margens do rio Sarapuí, na antiga aldeia dos índios Jacutingas. Neste local, ele funda o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga - atual município de Belford Roxo.
 

Piam
No século XVII, o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga é desmembrado, surgindo, então, o Engenho Maxambomba (Nova Iguaçu) e Engenho do Poce (da Posse). 
Em meados do mesmo século XVIII, as terras do Engenho Santo Antônio voltam a ser desmembradas para formação de novos Engenhos: do Brejo e do Sarapuí. E no mesmo período as terras do Engenho Maxambomba foram desmembradas para formação do Engenho do Madureira (Bairro de Nova Iguaçu).

Hospital Infantil de Belford Roxo
Em 1767, em uma carta topográfica da capitania do Rio de Janeiro, feita por Manuel Vieira Leão, aparece claramente nesta região o Engenho do Brejo. O seu primeiro ocupante foi Cristóvão Mendes Leitão em 1739.
A Baixada Fluminense é cortada pelo rio Sarapuí e é cercada por pântanos e brejais. Possuía em sua margem um porto para escoamento da produção: açúcar, arroz, feijão, milho, e aguardente.

Após uma sucessão de proprietários, em 1815, o Padre Miguel Arcanjo Leitão, que era proprietário das terras, em apenas um ano, vendeu-as ao primeiro Visconde de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant de Oliveira e Horta, futuro Marquês de Barbacena.

Centro
Em 1843, Pedro Caldeira Brant, o Conde de Iguaçu - filho do primeiro visconde e marquês de Barbacena - assume a fazenda após o falecimento do pai, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro no dia 13 de julho de 1842.
Em 1851, a família Caldeira Brant vende a sua fazenda para o comendador Manuel José Coelho da Rocha.

Bairro Areia Branca
Na segunda metade do século XIX a fazenda entrou em decadência devido a um surto de epidemias. O assentamento dos trilhos para a passagem da estrada de ferro Rio d'Ouro cortando a fazenda do Brejo em 1872, em terras doadas pelos descendentes de Coelho da Rocha, deram início a um movimento de reivindicação para transformá-la em linha de trem de passageiros, pois anteriormente esta ferrovia foi construída para a captação de água nas serras do Tinguá, Rio d'Ouro e São Pedro, com colocação de aquedutos ao longo de sua margem.


O "milagre das águas"

Em 1888, uma grande estiagem arrasa com a Baixada Fluminense. A Côrte também ficou sem água e Dom Pedro II ficou preocupado. A proposta que agradou a Dom Pedro II foi a do engenheiro Paulo de Frontin. Na proposta, o engenheiro se comprometia à captar 15 milhões de litros de água para a Côrte em apenas seis dias. Ele conseguiu e esse fato ficou conhecido como "milagre das águas".
O engenheiro Paulo de Frontin tinha um grande amigo e colaborador, um outro engenheiromaranhense que muito trabalhou a serviço dessas obras de abastecimento de água para o Rio de Janeiro, que se chamava Raimundo Teixeira Belfort Roxo , e que um ano depois veio a falecer. O Brejo, uma pequena vila depois de se chamar de Ipueras, Calhamaço Brejo, passa a chamar-se Belford Roxo, em homenagem a esse ilustre engenheiro.


Emancipação

Durante boa parte do Século XX o município era distrito do município de Nova Iguaçu. No dia 3 de abril de 1990 a Lei Estadual no 1.640 foi aprovada, sendo assim, Belford Roxo foi desmembrada de Nova Iguaçu. O município de Belford Roxo foi instalado em 1 de janeiro de 1993 e seu primeiro prefeito foi Jorge Júlio da Costa dos Santos, o "Joca".

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